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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
A Carta
Se por um instante
Deus se esquecesse que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco
de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas não pelo que valem, mas pelo
que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais.
Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos,
perdemos 60 segundos de luz.
Andaria quando os outros páram, acordaria quando
os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria
de um bom gelado de chocolate…
Se Deus me oferecesse um pouco de vida,
vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo,
mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria meu
ódio sobre gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh as estrelas de
um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que oferecia à
Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a
dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…
Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida, não
deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu
favorito e viveria apaixonado pelo Amor.
Aos Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados
ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que
envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de
aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega
com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês Homens…
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma
montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a
encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua
pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro
de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês,
mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro
dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”
Gabriel Garcia Marquez
domingo, 7 de outubro de 2012
Ouçámos Ricardo Reis...
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Ricardo Reis
domingo, 16 de setembro de 2012
Hoje vi esta imagem e fiquei triste. Não pelo conteúdo, não pelo que ele implica, mas por usarem o olhar inocente de uma criança para fazer passar uma mensagem.
Exigem-se sacrifícios demasiado altos para a maioria dos portugueses. Muitos pa
ssarão o resto das suas vidas a contar os trocos no bolso, outros não poderão ajudar os seus familiares como até aqui faziam, muitos vêem perder regalias tidas como garantidas.
À parte disto, poucos são os que têm consciência que consumimos de mais, gastamos o que não era nosso, sabíamos que as coisas não estavam bem, mais ainda assim gastávamos!!! Permitimos àqueles que achavam que Portugal precisava de auto-estradas desertas as construíssem, permitimos que uma segurança social construída num tempo bem diferente do de agora, funcionasse como nos seus primórdios.
Estávamos à espera do quê?
Quanto à troika!!!? Faz-me lembrar um amigo que me disse que se lhe saísse o euromilhões dava-me uma casa e não o dinheiro!!! Porquê? Porque com dinheiro e sem controlo, gastava-o e ficava pobre!!! Mais, com a casa tenho um tecto onde dormir, um abrigo para os temporais ou para o sol radiante...Sem ela passaria um mau bocado...Sem a troika, ou melhor, o dinheiro dela, quem pagava a médicos, quem pagava as pensões, os subsídios? Fomos nós que precisamos dela !!! Fomos nós desde o 25 de Abril!!! Não estávamos preparados para tanta liberdade, esquecemo-nos da responsabilidade que acarreta ser livre!!!
Custa-me a viver sobre nestas condições económicas, dói-me ver as pessoas a querer oferecer condições aos seus filhos e não puderem, revolta-me que haja muitos sem tecto quando outros se dão ao luxo onde escolher...Mas gosto muito de viver num país pacifico, num país onde posso sair à rua com os meus primos pequenotes e brincar sem o medo de um soldado empunhando uma arma ao meu lado. Gosto de acordar e ouvir o som da natureza e não os veículos militares e policiais a apitar!!! Adoro pegar no automóvel do meu pai e ir à praia ao final do dia; detestaria sair do portão da minha casa e ver o ''bolinhas'' incendiado ou apedrejado...Mais que tudo gosto de viver Portugal, gosto de estar com os meus amigos perto de mim e não debaixo da terra ou num centro prisional qualquer!!!
Por isso revolto-me com a imagem que vi, porque como eu, muitos não serão indiferentes ao olhar daquela criança que não lê, não escreve mas sente!!! Sente os tumultos à sua volta!!! Não o merece!!! Sobretudo não merece ser utilizada como arma de arremesso, fomentando a revolta de todos que a olham!!!
As minhas palavras valem o que valem e não mais do que isso!!!
Escrito em 16 de Setembro de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Rascunhos...
Uma
bela tarde de verão fazia-se adivinhar às primeiras horas da manhã daquele dia,
quando cedo me levantei e as cortinas do quarto corri. Como todos os dias, as
janelas do lugar que melhor conheço abri, um som incomum abraçou o ar pérfido
saído do lugar onde acabara de descansar. Estranha sensação apoderou-se do meu
inocente ser. Algo não estava bem naquele dia. Um ardor frio entranhou-se no
meu peito. Não havia meio de sair, por muito que abraçasse o meu próprio corpo,
por mais que tentasse soltar-me, o frio teimava em não abandoná-lo. Não queria
acreditar no que me estava a acontecer. Inúmeros e variados pensamentos
apoderaram-se do meu órgão supremo. Por breves momentos, procurei em vão
encontrar alguma rede lógica capaz de unir todos aqueles pedaços oriundos de um
lugar desconhecido. Um maço de cigarros entreaberto, pousado na escrivaninha já
velha, junto da porta do quarto, acabara por ser o meu melhor amigo naquela
manhã. O pegar do cigarro, o inspirar daquele bicho de pai desconhecido e mãe
ausente, que os médicos, doentes do seu próprio conhecimento, tanto aconselham
a não amar, é algo pelo qual me apaixonei, não pretendendo ser traído, não
fosse ele o meu libertador e companheiro nas horas mais sombrias a que me fui
acostumando, à medida que a vida se me foi mostrando.
(...)
Uma brisa quente apoderou-se do meu rosto, ainda
meio ensonado, e fez brotar dos meus lábios o belo sorriso que eu emanava
sempre que algo bom pela cabeça me passava.. Aos poucos, o frio, que invadira o
meu corpo naquelas primeiras horas do dia, tornou-se menos intenso. Nas
primeiras passadas que acabara de dar, o rosto da bela jovem, que conhecera uns
dias antes numa esplanada junto a uma praia a escassos quilómetros da casa onde
vivia, tomou conta do meu pensamento - como poderia não tomar... Aqueles cabelos
castanhos lisos ao vento , como se de uma musa se tratasse, preenchiam qualquer
definição de belo que eu conhecia.
Hugo Barbosa
sábado, 14 de julho de 2012
Muda-te em oito passos!!!
Há algum tempo atrás, o nosso ilustre Vielense Rui Rego, deixou-nos aqui uma sugestão de leitura à qual não resisti. O nosso icebergue está a derreter de Kotter é de facto um livro esplêndido, tanto pela forma como transmite a mensagem - uma fábula, como pela componente técnica envolvida no desafio da mudança, desde a observação da urgência de mudar à concepção do plano de acção.
Torna-se demasiado fácil contentarmo-nos com a nossa rotina, correr na nossa própria praia, pisar terreno firme e conhecido, contudo, que horizonte nos tráz esse modo apático? A mais do mesmo, creio!!! E quando nos virmos obrigados a mudar...será que estamos preparados? Antecipamos problemas? Seremos capazes de criar e aplicar soluções?
A nossa capacidade de observação é chave da mudança!!! Ver e agir!!
Por isso, meus caros aqui ficam os oitos passos da mudança propostos por John Kotter :
1) Defina o cenário - Crie uma noção de urgência, ajude os outros a ver a necessidade de mudança e a importância de agir imediatamente.
2) Defina uma equipa - Alguém com credibilidade, competência, comunicação e análise é quem tu queres ao teu lado.
3) Decida o que fazer - Clarifique de que forma o futuro será diferente do passado e de que forma é possível fazer desse futuro uma realidade.
4) Comunica para compreender e persuadir.
5) Partilhe ideias e poder - Remova as barreiras de modo a que os outros façam das suas visões uma realidade.
6) Vitórias de curto prazo - Sucessos visíveis e inequívocos rápidos alegram qualquer alma.
7) O importante é não parar - Insista de forma mais intensa e rápida após os primeiros sucessos. A visão dever tornar-se uma realidade.
8) Crie uma nova cultura - A defesa firme e a promoção das novas formas de comportamento proporcionam a substituição de tradições antigas.
Adaptado , O nosso icebergue está a derreter, Kotter, J.
sábado, 7 de julho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
À minha maneira...
E agora, o fim está aqui,
Encaro então,
A cortina final,
A cortina final,
Meu amigo, falarei claro,
Exporei o meu caso,
do qual tenho a certeza,
do qual tenho a certeza,
Eu vivi uma vida cheia,
Eu viajei cada estrada,
E muito mais que isso,
Fi-lo à minha maneira
Arrependimentos,
Eu tive alguns,
Eu tive alguns,
Mas, novamente, muito poucos para mencionar.
Fiz o que tinha a fazer e vi tudo, sem isenção.
Planeei cada caminho do mapa,
Cada passo, à minha maneira.
E mais do que isso,
Fi-lo à minha maneira…
Sim, houve muitas vezes,
Tenho a certeza que tu sabias,
Mordi muito mais do que o que podia mastigar,
Mas apesar de tudo,
Quando havia dúvidas, eu engoli e cuspi,
Enfrentei tudo e,
Fi-lo à minha maneira.
Eu amei, eu ri e chorei,
Tive as minhas falhas, a minha parte de derrotas.
E agora,
Como as lágrimas
descem,
Eu acho tudo tão divertido.
Pensar que fiz tudo,
Talvez possa dizer, não de uma maneira tímida,
Óh óh não,
Fi-lo à minha maneira…
Pois o que é o homem, o que ele tem?
Se não ele próprio, não tem nada…
Para dizer o que sente verdadeiramente e,
Não as palavras de alguém que se ajoelha…
O registo mostra, suportei os golpes,E fi-lo à minha maneira...
Sim, fi-lo à minha maneira...
Jacques Revaux, Claude Francois, Gilles Thibaut, Paul Anka
quinta-feira, 7 de junho de 2012
a quaestio mihi factus sum
''a questão que me tornei para mim mesmo''


''É altamente improvável que nós, que podemos conhecer, determinar e definir a essência natural de todas as coisas que nos rodeiam e que não somos, venhamos a ser capazes de fazer o mesmo a nosso próprio respeito: seria como saltar sobre a nossa própria sombra''.
...
''O problema é que as formas de cognição humana aplicáveis às coisas dotadas de qualidades naturais - inclusive nós mesmos, na limitada medida em que somos exemplares da especie de vida orgânica mais altamente desenvolvida - de nada nos valem quando levantamos a pergunta: e quem somos nós?''
A condição humana, Hannah Arendt, 1958
O maior desafio do Homem expressa-se, na simples pergunta, quem somos nós?
Quem sou eu? Quem és tu? Já alguma vez pensaste nisso?
Tenta por escassos momentos responder a essa simples pergunta; um mar dúvidas inquietantes apoderar-se-à de ti...Não fujas dele...Talvez não durmas nessa noite, talvez na seguinte, também não feches os olhos...
Se irá valer a pena? Não sei...Mas não mais ficarás indiferente à tua condição humana...O desafio de uma vida acaba de começar...Felicidades para o caminho...
Partilha o que descobrires...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Tempos de hoje...
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| Autor desconhecido |
Tempos de hoje... Onde muitos se interrogam se vale a pena...se vale a pena tantos sacrifícios por parte daqueles que menos podem, menos contribuíram para o desequilíbrio das contas públicas, que não são responsáveis por roubos de poupanças e não pertencem a teias de poder ou não participam nos seus jogos (bem particulares, por sinal)...
É o mesmo Tempo!!!
O Tempo de sermos governados pelos programas que elegemos. Não queremos e não merecermos ser esquecidos - sim, esquecidos - pelas pessoas em quem depositamos a nossa confiança, as mesmas que juraram servir Portugal e não os seus bolsos .
O Tempo de sermos governados pelos programas que elegemos. Não queremos e não merecermos ser esquecidos - sim, esquecidos - pelas pessoas em quem depositamos a nossa confiança, as mesmas que juraram servir Portugal e não os seus bolsos .
Nós, os de chapéu castanho, os da margem esquerda - para quem lê de frente - sentimo-nos cansados de ver os telejornais, ou jornais da noite, serem inundados de especulações, investigações e discussões sobre falcatruas, atentados à dignidade moral e pessoal dos cidadãos, e a que o importante seja discutido em segundo plano, em programas de canais inacessiveis à maioria e a horas adiantadas.
Merecemos mais e melhor!!!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
A Caminhada...
Interessante olhar a representação gráfica do resumo da nossa vida. Cada pessoa simboliza cada uma das etapas da vida a que a sociedade nos habituou a viver. Não tem de ser assim...Não temos de ser académicos, não temos de viver a velhice, mas sobretudo não temos de viver a vida dos outros ou a que muitos gostariam que vivêssemos.
A vida é uma prova de autencidade, vontade própria e busca da felicidade. Ao longo deste caminho encontramos amigos, pessoas a quem somos indiferentes, pessoas que não passam um dia sem ouvir a nossa voz, não passam um dia sem sentir as nossas mãos, não passam um dia sem que um beijo nosso acaricie o seu rosto.
Na verdade, assim é uma vida intensa. Uma vida onde tempo não conhece o descanso e onde a infelicidade se enganou na placa quando guiava no nosso sentido...
Quanto tempo queres viver?
quarta-feira, 9 de maio de 2012
A montanha é o caminho...
''Se não formos além da nossa zona de conforto, senão se exigir constantemente de nós próprios, estamos a optar por uma vida apática. Estamos a negar a nós próprios uma viagem extraordinária''
Dean Karnases
Tive, recentemente, o prazer de assistir a uma palestra do João Garcia, o nosso melhor alpinista. É sem dúvida um excelente exemplo daqueles poucos que fogem da sua zona de conforto e se aventuram a desbravar o caminho que muitos ousam pisar.
Deixo-vos o filme de introdução da palestra do João Garcia, aquele para quem '' a montanha não é o obstáculo, a montanha é o caminho''.
![]() |
| joaogarcia.com |
segunda-feira, 30 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
És grande ou pequenino?
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
sábado, 7 de abril de 2012
Na diferença está o ganho!!!
O melhor entre os melhores é o porque um dia parou e pensou - se for igual a eles apenas serei mais um número ou uma réplica limitada aos defeitos já existentes...
sábado, 31 de março de 2012
Proporção divina...?
O Mundo a que pertencemos, ou melhor, o lugar que tomámos como a nossa casa, é fiel depositário das mais belas curiosidades matemáticas . Há uma, que pela paixão despertada em inúmeros artistas plásticos, músicos, escritores, pintores, cineastas e talvez no Arquiteto do universo, passará a viver num Cantinho Vielense, refiro-me à proporção divina.A proporção divina, também denominada número de ouro (phi), é uma constante real algébrica irracional, cujo valor arredondado é 1,618.
Leonardo Da Vinci não resistiu a esta paixão. Mona Lisa e o Homem de Vitrúvio, espelham o encanto nutrido pela dita proporção matemática.
Camões na sua obra emblemática, Os Lusíadas, fez coincidir a chegada à India com o ponto que divide a obra na razão áurea. Homero, em Iliada, serviu-se da razão de ouro para a proporção entre as estrofes maiores e menores.
Os Egípcios arquitetaram as suas pirâmides com base na proporção divina, sendo o bloco do nível acima 1,618 vezes maior que o de nível abaixo. O Parténon, um dos mais belos e importantes símbolos da cultura grega, respeita a divisão de extrema razão.
A semente de girassol, a concha Nautilus e as folhas das árvores manifestam a razão de ouro no seu crescimento.
Assim sendo, creio que a proporção de ouro está associada ao belo, ao esplendor da arquitetura e à construção do Universo, servos de uma constante matemática, que aguça os mais curiosos e mistifica ainda mais o belo lugar de ouro em que vivemos.
Sendo a beleza uma das virtudes mais procuradas pelos leitores da nossa Viela, aqui ficam algumas linhas de orientação para que te consideres bela(o) ou NãO!!!!
Proporção áurea no nosso corpo:
- Altura do corpo humano e a medida do umbigo até ao chão
- A altura do crânio e a medida da mandíbula até ao alto da cabeça
- A medida da cintura até à cabeças e o tamanho do tórax
- A medida do ombro à ponta do dedo e a medida do cotovelo à ponta do dedo
…
quarta-feira, 21 de março de 2012
Mil palavras..nem sempre suficiente...
Não sendo Budista, nem tendo pretensões de o ser, admito que a filosofia de Buda, não tão raras as vezes quanto gostaria, incomoda o meu bem-estar físico, a minha comodez, o meu gosto pelo que é material e a minha insensatez em alguns aspectos da minha vida, que apenas a mim me diz respeito...Ler os seus ensinamentos, compreender a sua filosofia de vida e procurar, diariamente, o meu aperfeiçoamento, seja ele o mais insignificante à vista desarmada, é algo que eleva a minha essência de ser Humano.
Podem perguntar-me porque razão venho para aqui escrever estas coisas, talvez se eu lesse o mesmo de outrem faria semelhante pergunta. A verdade é que há ensinamentos, conselhos, guias de vida que não podem ficar em livros que provavelmente não compraríamos, não porque não achemos interessantes, mas porque o nosso ritmo de vida muitas vezes não é convidativo à reflexão exigida a um ser humano.
Aproveito o Viela para vos deixar duas pequenas verdades, à luz da definição do que é a verdade para cada um de vós, para reflectirem ou pelo menos que vos fique no ouvido e vos seja útil no momento que exija o melhor de vós mesmos.
Melhor do que mil palavras desprovidas de sentido é uma única palavra razoável, que pode levar a calma áquele que a escuta.
O homem que se vence a si mesmo é mais forte do que o que vence mil homens em combate...
Buda
domingo, 18 de março de 2012
Política para um jovem...
Chegar ao mundo é chegar ao nosso mundo, ao mundo dos humanos. Estar no mundo é estar entre humanos, viver - para o bem e para o menos bom, como também para o mau - em sociedade. (...) Continua a ser verdade que o modo mais natural, para vivermos como homens, é a sociedade. Não se trata de uma escolha entre a natureza e a sociedade, mas do reconhecimento do facto de que é a sociedade a nossa natureza.(...)A sociedade serve-nos, mas é também necessário servi-la: está ao meu serviço, mas só na medida em que eu me resigne a pôr-me ao seu serviço.(...)
Bem vistas as coisas, temos conflitos uns com os outros pela mesma razão porque nos ajudamos mutuamente ou colaboramos com outrem: porque os restantes seres humanos nos preocupam.
Fernando Savater, Política para um Jovem
Savater, na minha opinião, um filósofo dos jovens, mostra-nos que viver em sociedade é colocarmo-nos ao serviço dos outros - em certa parte- não será essa a essência do ser humano, a comunhão física e emocional entre os seus... ?!
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