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segunda-feira, 26 de março de 2012

Felicidade!

Apesar de mil e uma definições e de um número indefinido de caminhos para a alcançar, a sentir e a experimentar, todos ou quase todos a procuramos!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dar continuidade

Sei que ando desaparecido! No entanto, tenho acompanhado suficientemente o blogue para constatar que a qualidade e a pertinência são atributos que não têm faltado neste espaço.

Confesso que ando cansado e com pouco tempo para isto. Porém, reconheço que tem sabido muito bem dar uma saltada de vez em quando ao Viela e verificar que os sinais vitais apresentam valores saudáveis, uma vez que o publicado se justifica. Nesse sentido, dou os sinceros parabéns a quem aceitou o repto e que, na medida dos possíveis, tem contribuído para a continuidade e validade desta iniciativa.

Apesar de ausentes física ou psicologicamente, sabemos que haverá sempre alguém no nosso espaço comum a partilhar a leitura e a escrita, mas também emoções e pensamentos. Independentemente do tempo e da distância, esta "arca digital" será sempre um elo de ligação entre os intervenientes, assim como, uma forma de ver e tocar no cantinho que nos viu nascer e crescer.

Portanto, mais uma boa razão para isto continuar. Sim, Vale a pena.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A decadência como inevitável mas não como trágica

O escritor Eduardo Lourenço no âmbito do Correntes da Escrita na Póvoa de Varzim usou da palavra na sessão de abertura para, no seu sublime jeito, agradecer a amizade, o carinho e os louvores atribuídos pelos presentes à sua pessoa e à sua obra.

Nesse momento que se dirigiu ao público, num evento que reúne a nata da escrita portuguesa, foi breve, directo e conciso sem, no entanto, deixar de fazer aquilo que tem feito ao longo dos anos: reflectir sobre Portugal e Europa.

Já no seu campo pessoal, ao mesmo tempo que o escritor luso afirmou já não precisar de motivação uma vez que, tendo em conta a idade, já se encontrava em declínio, citou o General de Gaulle para dizer que a velhice é como um naufrágio consciente, mas que perante essa inevitabilidade da decadência importa naufragar em glória e com impacto, tipo "Titanic", ironizou. Ou seja, como diz o povo ou o general aos seus militares: mesmo no fim da linha importa “morrer de pé”.

Ao longo do percurso das nossas vidas não deve importar o quê, onde, quando e como, mas se é bem feito e se, dentro do respeito ao próximo, nos leva à realização pessoal e colectiva.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O paroquialismo e resistência à mudança

A Câmara Municipal de Viana do Castelo está a adoptar uma atitude de inércia para boicotar a reforma e devolver a responsabilidade ao governo. Deste modo, procura que esta fique sem efeito ou, caso seja concretizada, poder imputar à coligação do governo PSD/CDS alguma consequência negativa ou descontentamento inerente à reforma do mapa administrativo do município de Viana do Castelo.

A apresentação do novo diploma, que contemplou alguns sugestões e dissipou alguns receios que foram transmitidos por diversas pessoas, autarcas e entidades, permite verdadeiramente uma reforma de baixo para cima, dando aos municípios e às freguesias as competências necessárias para, em conformidade com a estratégia do município e com as dinâmicas territoriais, efectuarem uma reorganização administrativa à medida dos anseios locais.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Hidratar os corpos é fundamental


Depois de dois artigos bons e algo filosóficos talvez seja despropositada esta postagem, mas como muitas vezes a ocasião faz o ladrão vou, por conseguinte, roubar a erudição ao referido para somente dizer que, depois desta notícia num jornal espanhol, concluo que o largo das Neves é o espaço melhor hidratado da região Norte.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Auto da Floripes e a Universalidade da Cultura Portuguesa


O secular Auto da Floripes, para além de uma relíquia portuguesa do Teatro Popular, é o exemplo vivo das inúmeras manifestações populares que vigoraram em todo o Portugal durante vários séculos e que, em virtude da diáspora portuguesa, foram disseminadas por todo o mundo num processo constante e rico de difusão cultural, contribuindo assim decisivamente para a universalidade da cultura portuguesa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Minho e as Bandas de Música!



Este acto supremo de erudição russa é presença obrigatória nas romarias mais populares e ancestrais do Minho. A sua ausência é a desilusão para a velha guarda que à beira do olival do adro da igreja assiste na sua cadeirinha. Já a sua má interpretação por parte dos músicos é um desconsolo para quem, junto à tasca da comissão de festas e com a "maurguinha" do vinhão na mão, ouve atentamente os sons provenientes do velho coreto.

Novidades, inovações, estrangeirismos, modas, etc., foram sempre uma constante nas comunidades minhotas, inclusive nas mais rurais. Caso não o fossem, as mesmas já teriam desfalecido e desaparecido. Aliás, a mescla tradição e modernidade convivem nos dias de hoje de mãos dadas e querer tornar intacta e cristalizar a realidade dos dias de hoje é fazer precisamente o contrário àquilo que tem sido feito ao longo dos séculos nas mais variedades manifestações populares, em especial no nosso Minho pela vigorosa fertilidade e contínua regeneração e, no fundo, pelo forte exemplo de adaptação e de cruzamento de várias influências temporais e espaciais.

o desafio como um degrau

As civilizações afirmam-se pela capacidade de resposta aos desafios. As que não conhecem desafios, estagnam e perdem-se no tempo. Já as que se amedrontam perante os desafios, sucumbem diante dos mesmos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ainda Amadeu Torres

“Eu gosto muito de viajar, porque, como diz o povo, quem quiser saber tem que passear ou ler”

Amadeu Torres - Castro Gil

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Morrerei e ainda se falará de Castro Gil

Hoje, com a morte do Cónego Amadeu Torres, sentimos que esta perda humana significará também uma perda para a cultura nacional. Homem de grande inteligência e de invejável capacidade de produção literária.
Enorme é o seu legado, mas pela sua excepcionalidade podia estar entre nós mais algum tempo para continuar a sua obra que jamais estaria terminada...
Será sepultado em Vila de Punhe para descansar na terra que o viu nascer e a quem nunca disse não quando solicitado. Amigo, embaixador e humilde nas várias solicitações que Vila de Punhe lhe fez.
Por força das suas publicações, morrerei e ainda se falará de Castro Gil.

Afinal há aconselhamento médico...

Notícia Correio da Manhã: Portugal: 80 mil abortos realizados "por opção" desde 2007

Mulher: Boa tarde, estou grávida e venho fazer a primeira ecografia por indicação da minha médica de família.

Médica: Muito bem... O que faz na vida? É pela primeira vez mãe?


Mulher: Já sou mãe de um menino. Estou desempregada e neste momento estou com um companheiro que não é o pai da primeira criança.


Médica: Pois... Já viu no que está metida? Não quer abortar? Não acha melhor interromper a gravidez? Tem a certeza que não a quer levar até ao fim?


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O sangue na lei do mercado

Anda instalada a polémica por causa dos dadores de sangue.
Pergunto duas coisas:
1º: Os dadores de sangue são solidários ou interesseiros?
2º: Os dadores de sangue querem ajudar outro Ser Humano ou querem ter isenção na taxa moderadora?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O ensino faz de conta

As Novas Oportunidades são o espelho do facilitismo e do “faz de conta” do ensino em Portugal; e a única forma de fazer parecer um pouco sério este “programa da treta e de amigos” é através da criação de burocracia. Talvez todo o país seja assim.... burocrático e pouco sério!

Clique aqui: PS denuncia encerramento de Novas Oportunidades


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Intersecção das três freguesias

CAOP 2010 - IGP

Apresento a intersecção oficial das três freguesias - Barroselas, Mujães e Vila de Punhe - no Largo das Neves. Na procura da verdade, uma vez que só assim se defende da melhor maneira os interesses das populações, analisem os limites e tirem as vossas conclusões.

Carnaval: coerência apenas

Não sou amante dos "carnavais municipais" pela esterilidade e vacuidade dos desfiles, porém, como é uma questão de gostos, aceito o seu contexto e a sua continuidade, ainda que fique atormentado pelas sumptuosas despesas que acarretam e os inúmeros amigos que alimentam as empresas municipais deficitárias.
Contudo, há carnavais e carnavais. Nesse sentido, tenho grande sensibilidade para o Entrudo transmontano que, esse sim, transpira genuinidade, tradição, ancestralidade e cultura, e, dessa forma, deve continuar e ser fortemente promovido.

No meu entender não faz qualquer sentido abdicar de 4 feriados e ao mesmo tempo manter uma tolerância de ponto para o Carnaval. Reflictam através das duas questões: Vale mais um feriado ou uma tolerância de ponto? É preferível um feriado no Carnaval em vez de feriado na Implantação da República ou na Restauração da Independência?

Não é possível Carnaval na terça, faça-se no domingo. Querem mesmo na terça, as Câmaras Municipais que decretem feriado municipal. Uma decisão apoiada puramente na coerência.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Nunca é tarde

Homem velho e mulher nova
Filhos até à cova!
Urbano Tavares Rodrigues in: http://dererummundi.blogspot.com/2010/02/urbano-tavares-rodrigues.html


Aproveitando a deixa...

Urbano Tavares Rodriques no Jornal o “Século” em 1973 após ter assistido em directo na cidade de Lisboa ao Auto da Floripes: Teatro arqueológico? Não. Este é, ainda, teatro do povo, para o povo, sem disfarce nem erro de cálculo. E nesta linha há muito que aprender, investigar, ousar, infiltrando novas significações nos dados e nas heranças da tradição popular (…) Um espectáculo lindo, puro e inesquecível.

Ainda a orfandade do PS...

Alguém ousou dizer: …”apoio José Sócrates porque o PS terá que se apresentar aos portugueses como uma oposição enérgica e responsável, combativa e determinada”.

Ao qual Vasco Pulido Valente* respondeu: São os órfãos daquele “senhor ignorante, mas vendedor de ilusões” que deixou o país pior que de “tanga”: na miséria. Sócrates foi outro do PS que “abriu o saco e não quis saber quem lá meteu a mão”.

*Vasco Pulido Valente (Público de 28/01/12)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Culto do Chefe


Depois deste título no jornal o Sol podemos reforçar a seguinte constatação: da bancada socialista não se pode esperar nada de bom. Na verdade, a subserviência intocável em relação ao anterior líder roça o culto do chefe tão próprio das ditaduras e de instituições vazias de ideias e valores. Insubstituíveis? Disso está o cemitério cheio!
Só se pode compreender tal atitude por parte dos pupilos socráticos pelo facto de não serem pessoas lúcidas e de terem de pagar os favores com a lealdade. Apesar de tudo o que se tem passado e da escumalha gostar sempre de um líder à sua altura, a realidade para alguns é que “Quanto mais me bates, mais eu gosto de ti!


Pergunto:
Rei fraco faz gente forte fraca? Não! É, sim, tudo farinha do mesmo saco!


Órfãos? Para pais assim, mais vale ficar na Casa Pia...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Venha o diabo e escolha. Será?

Os portugueses são muitas vezes acusados de terem incentivado e praticado, durante os descobrimentos e as colonizações, um conjunto de comportamentos que, estando assentes numa forma de pensar racista, podem ser considerados de medonhos, de perversos e de bárbaros aos olhos da humanidade, uma vez que, por um lado, desvalorizaram e assassinaram massas populacionais e, por outro, desenvolveram a escravatura humana como comércio rentável. Contudo, importa referir, e sem querer camuflar as crueldades cometidas, que as outras nações que participaram na colonização de novos territórios tiveram comportamentos do género ou até mais degradantes, e que o tráfico negreiro seria, não só, para servir Portugal, mas também vários países da Europa.

Isto para dizer que a colonização britânica no início do século XIX considerou a população aborígene da Tasmânia de raça inferior por não dominar o fogo e não produzir armas de fogo. Mas, para além disso, determinaram uma limpeza étnica do povo com o objectivo de evitar a contaminação da humanidade por uma raça supostamente diminuta. Nesse seguimento, procederam à limpeza étnica como se de animais se tratasse, uma vez que os locais foram literalmente caçados como animais e, vejam lá..., a sua pele foi usada para produzir couro. Como se não bastasse este conjunto de atrocidades e dos inúmeros aborígenes que morreram por contaminação, muitos foram esterilizados. Depois desta carnificina, o objectivo britânico foi finalmente concretizado em 1876 com a morte do último aborígene de sangue puramente tasmaniano (Truganini). Isto, caros amigos, no século XIX.


P.S.: Este artigo resultou de uma pesquisa posterior à leitura de um artigo sobre os países com menos carga fiscal sobre os cidadãos, estando, entre esses, Vanuatu - estado insular da Melanésia -. Nessa “descoberta”, ou nesse processo, entendo serem incríveis duas coisas:
1- Muitos portugueses, numa oportuna comparação, devem desejar a mesma carga fiscal (talvez se perceba pela quantidade de “índios” no território nacional;
2- O primeiro ocidental a pisar este território foi o português Pedro Queirós em 1606 – muitos antes do explorador francês Louis Bougainville que as redescobriu em 1768 -.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mais uma pedrada na democracia?

Depois desta notícia sobre o fecho de um programa da Antena 1, após este ter exibido uma reportagem crítica em relação a Angola, manifesto algumas dúvidas, receios e suspeitas. Pergunto, com efeito, o seguinte: Será que este governo, na procura do controlo de informação, irá também, à semelhança do governo anterior, contribuir para a degradação da democracia e para o apodrecimento da liberdade da expressão? Será que os tentáculos da oleogarquia angolana já chegaram ao coração da democracia portuguesa?

O meu desejo é que esta situação preocupante tenha sido apenas uma grande coincidência. Talvez ainda acredite no Pai Natal...