quarta-feira, 22 de agosto de 2012

The First Grader


"Vou aprender até que tenha terra nos ouvidos." Quem o diz é Maruge, do Quénia, o aluno mais velho a entrar para a escola. Eu fi-lo com 5, o número que tem "pescoço comprido, barriga gorda e usa chapéu". Ele, aos 84 anos. 

A história de um Homem que lutou pelo seu país, pela lealdade à sua terra e ao seu povo. Por isso, pagou aos britânicos um preço demasiado alto: a vida da mulher e dos dois filhos. 

Vale a pena ver o filme. Vale a pena conhecer a história deste Homem e saber um pouco mais deste país.  Vale a pena!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Um grande OBRIGADO aos nossos Heróis...

Caros Vielenses,

Se há fins-de-semana cheios de emoção, este foi um deles!
Em primeiro lugar faço referência à tão esperada e vivida Festa em Honra de Nossa Senhora das Neves. É sempre um acontecimento que merece destaque.
Mas não é pela Festa das Neves que hoje aqui escrevo. Escrevo sim pelo Orgulho que sinto depois do momento fantástico que assisti no domingo.
Depois de uma noitada de festa e de trabalho (realização do tapete florido), a minha agenda indicava que chegava o momento de, com duas horas de sono, carregar o andor de S. Sebastião - padroeiro dos injustamente perseguidos e dos militares – na procissão com os ilustres Pedro Rego, Tiago Amorim e Hugo Barbosa. Numa situação normal, após o almoço do dia 5 de Agosto, anseio uma tarde de descanso para recarregar baterias. Mas domingo não era um dia normal!
No exacto momento em que o relógio deu as 14h30, com o devido pedido de licença, terminei a refeição e activei o modo Olímpico. Mantendo a rotina de outros eventos desportivos de destaque, convidei o Tiago Amorim e a Ana Cadilha para me acompanharem no apoio à nossa selecção.
Ali estávamos os 3, de corpo e alma, colados na televisão, esperançados que algo histórico acontecesse. Eu e o Tiago, amantes desta modalidade, não tínhamos a menor dúvida de que uma surpresa poderia verificar-se mas a Ana, em sintonia com a maioria dos portugueses, pouco conhecia do potencial dos nossos jovens.
Desde o primeiro momento, ao verificar tamanha atitude e garra no jogo do Tiago Apolónia, percebemos que a nossa equipa ia lutar taco a taco com a grande selecção da Coreia do Sul. Depois foi o brilhantismo do Marcos ao derrotar o atleta nº 10 do ranking. Seguiu-se o momento espectacular em que o par Tiago / João, partindo de uma desvantagem de 2-0, carregaram com eles a vontade de vencer de uma nação, e proporcionaram um momento fantástico! Depois do jogo épico de pares o sonho estava mais que alimentado, mas não podíamos esquecer que o adversário era a Coreia do Sul. O João e o Marcos lutaram com todas as forças contra toda a pressão do momento e contra o talento dos seus adversários. Impressionante como Joo SeeHyuk devolvia todas as bolas (todas mesmo!) do João Pedro. Impressionate também o ritmo imposto pelo Ryu Seungmin! Os nossos atletas tudo fizeram e no final vivi um sentimento misto de amargura (ficamos tão perto…) e de extremo Orgulho! Mas, claro, será o último a prevalecer na minha mente e na de todos os portugueses!
Durante o jogo percebemos, eu e o Tiago Amorim, que a Ana estava particularmente surpreendida com o que estava a assistir. Milhares de portugueses sentiram o mesmo. Milhares de portugueses, naquela tarde, apaixonaram-se ao ver toda aquela garra que os atletas de ambas equipas depositavam em cada ponto jogado! Não haja dúvida, quando se tem contacto com o Ténis de Mesa de competição fica-se apaixonado! (Quem já praticou esta modalidade percebe perfeitamente o que estou a dizer…)
Desde os 10 anos que estou ligado ao Ténis de Mesa e, quem me bem conhece, sabe o quanto adoro esta modalidade. Não é apenas o jogo em si que nos cativa. É também toda a envolvente, que nos prende por completo, e o espírito forte de equipa necessário tratando-se de um desporto de 1 contra 1 ou 2 contra 2 (como foi bem referido ontem em abolatv pelo novo presidente da Federação de Ténis de Mesa).
Infelizmente, até domingo, esta modalidade era pouco reconhecida no nosso país. Todos os que praticam esta modalidade (os mais talentosos e os menos talentosos) sentiam o pouco reconhecimento dado! Mas, Domingo um novo capítulo começou a ser escrito no que diz respeito ao Ténis de Mesa português. O povo português ficou rendido ao talento dos nossos atletas! O povo português percebeu que temos jogadores de elite e que se batem de igual para igual com os ‘Tubarões’ da modalidade! O povo português reflectiu e conseguiu perceber que Ténis de Mesa e ping pong não é exactamente a mesma coisa… (Espero que o Ricardo Araújo Pereira mude a sua opinião sobre se o Ténis de Mesa deve ou não deve ser uma modalidade olímpica... J)
Ontem à hora de almoço, no meu local de trabalho, não perdi tempo em questionar os meus colegas se tinham visto o jogo. Apenas me responderam: “Não sabia que tínhamos atletas que jogavam tanto Ténis de Mesa! Foi espectacular!”

O meu muito obrigado a toda a comitiva mesa tenística que nos representou em Londres!

Fotos retiradas das páginas dos atletas João Monteiro e Marcos Freitas e da FPTM no Facebook.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Reza a História... III

Louise Brown, primeiro bebé proveta
Reza a História que em 25 de Julho de 1978, no Reino Unido, nasceria, através da fecundação in Vitro, Louise Brown, o primeiro bebé proveta.

A fecundação in Vitro é um método de fecundação artificial, no qual o óvulo é fertilizado fora do corpo da mulher (num prato de laboratório) através de uma micro-injecção intracitoplasmática e que, de seguida, é implantado no útero materno.

Esta técnica foi descoberta e desenvolvida por Robert Edwards, um Fisiologista Britânico, premiado com o Prémio Nobel da Medicina em 2010.

A sua pesquisa resultou num processo inovador no tratamento da infertilidade, o qual já permitiu o nascimento de mais de 4 milhões de indivíduos.
Robert Edwards, o 'Pai' do primeiro bebé proveta
Eixpressões II
2º Encontro de Teatro Popular do Eixo Atlântico 

Programação para a cidade de Viana do Castelo 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Rascunhos...



Uma bela tarde de verão fazia-se adivinhar às primeiras horas da manhã daquele dia, quando cedo me levantei e as cortinas do quarto corri. Como todos os dias, as janelas do lugar que melhor conheço abri, um som incomum abraçou o ar pérfido saído do lugar onde acabara de descansar. Estranha sensação apoderou-se do meu inocente ser. Algo não estava bem naquele dia. Um ardor frio entranhou-se no meu peito. Não havia meio de sair, por muito que abraçasse o meu próprio corpo, por mais que tentasse soltar-me, o frio teimava em não abandoná-lo. Não queria acreditar no que me estava a acontecer. Inúmeros e variados pensamentos apoderaram-se do meu órgão supremo. Por breves momentos, procurei em vão encontrar alguma rede lógica capaz de unir todos aqueles pedaços oriundos de um lugar desconhecido. Um maço de cigarros entreaberto, pousado na escrivaninha já velha, junto da porta do quarto, acabara por ser o meu melhor amigo naquela manhã. O pegar do cigarro, o inspirar daquele bicho de pai desconhecido e mãe ausente, que os médicos, doentes do seu próprio conhecimento, tanto aconselham a não amar, é algo pelo qual me apaixonei, não pretendendo ser traído, não fosse ele o meu libertador e companheiro nas horas mais sombrias a que me fui acostumando, à medida que a vida se me foi mostrando.
(...)
Uma brisa quente apoderou-se do meu rosto, ainda meio ensonado, e fez brotar dos meus lábios o belo sorriso que eu emanava sempre que algo bom pela cabeça me passava.. Aos poucos, o frio, que invadira o meu corpo naquelas primeiras horas do dia, tornou-se menos intenso. Nas primeiras passadas que acabara de dar, o rosto da bela jovem, que conhecera uns dias antes numa esplanada junto a uma praia a escassos quilómetros da casa onde vivia, tomou conta do meu pensamento - como poderia não tomar... Aqueles cabelos castanhos lisos ao vento , como se de uma musa se tratasse, preenchiam qualquer definição de belo que eu conhecia.


Hugo Barbosa

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Reza a História... #II

Reza a História que há 94 anos atrás nasceu Nelson Mandela.
Aconselho a ver e, principalmente, a 'ouvir'!

Nelson Mandela: os caminhos da liberdade - Mundo - Notícias - RTP




"Seja qual for o Deus, eu sou o Mestre do meu destino e o Capitão da minha alma."
Nelson Mandela