quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cancros, presidentes e patetices.

Cancros, presidentes e patetices.
Mais uma vez Hugo Chavez foi protagonista de um momento tanto anedótico como preocupante. Após vários anos, dezenas de casos, curas e algumas perdas, descobrimos que os cancros provocados em presidentes da América latina, são provocados pelos americanos.
Pois bem senhor Chavez, caso o senhor não saiba, os senhores presidentes, e por muito que isto o possa chocar, também são gente, e como tal, também são susceptíveis de ter doenças, por exemplo, a sua mais do que perceptível debilidade mental é bem sintomática disso, e não apenas o cancro que infelizmente também tem.
Até parece que o cancro dos presidentes é obra de planos bem urdidos maquiavelicamente, e os pobres plebeus, de tão insignificantes que são, são vítimas do infeliz acaso ou desígnios divinos.
Estarão os americanos também envolvidos na morte do seu amigo e grande Líder da Coreia do Norte, quem sabe não terão feito passar pela janela do comboio uma jovem de peitos fartos, que fez o seu pobre e debilitado coração, devido ao grande esforço em fazer da Coreia mais a norte a super potencia e país referência em termos de qualidade de vida e liberdade, não resistisse e pumba, parar, para deixar em estado de choque os histéricos e manobrados norte coreanos.
Já agora, quem teria sido responsável pelos cancros de Steve Jobs, Patrick Swayze, Farrah Fawcett, Paul Newman, Sidney Pollack, por exemplo? Os americanos? Devem ter pensado, estes homens deram tanto à America, vamos fazer uma experienciazinha neles, se resultar, depois aplicamos no Chavez e no Castro, só pra os arreliar!!!
Estarão também os americanos envolvidos na recente morte da macaca Chita?
Mais uma vez sr Chavez “por que no te callas?”

Da Turquia com amor,
Ferrabrás 77

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os meios justificam os fins...

Depois da elevada e qualitativa participação do dia de hoje no Viela, não tencionava patentear caracteres neste estreito espaço para evitar uma saturação de informação e, por conseguinte, um desvio das atenções sobre as respectivas postagens. Atenção essa que lhes é bem merecida pela qualidade e pelo acto de participar, mas também por constituírem, em termos participativos, verdadeiras raridades de alguns colaboradores.

Contudo, e uma vez que o chamado Papa português celebra hoje os seus 74 anos de vida, não quis deixar de fazer uma breve e geral reflexão em torno da sua pessoa que, embora tenha excelentes qualidades, não deixa de ter um espírito maquiavélico e perturbador...

A mente humana tem destas coisas...

É caricato e ao mesmo tempo contraditório e enigmático que um líder que centralizou o poder em si e nos seus mais leais seguidores, que manipulou resultados, que influenciou a justiça, que financiou gangs, e que tenha, no fundo, utilizado práticas pouco honestas e nada dignas na sua gestão, seja admirado e apelidado, pelos mesmos defensores da democracia e da liberdade, um dos melhores líderes desportivos de sempre a nível europeu e mundial. Tem qualidades indiscutíveis, mas determinadas práticas de gestão em nada se enquadram nos valores como a democracia, a moral, a dignidade e a justiça.

Esta figura incontornável da vida pública portuguesa é venerado pelos mesmos homens que na rua exigem de outros menos daquilo que este venerado tem a mais...

No fundo, pouco ou nada se resume a lógica ou a princípios e valores e tudo ou quase tudo se resume ao seguinte: Resultados...

Agora vejam a actual situação em termos sociais, económicos e financeiros e questionem-se até que ponto pode ir a consciência humana na procura de soluções, de resultados... A democracia pode ficar para segundo plano!

Mudança... Difícil mas necessária!


Regularmente ouvimos, nos dias de hoje, "O que é certo hoje, amanhã pode já não o ser!" ou "Estamos em constante mudança!". De facto, a História prova-nos isso e confirma-nos que grandes mudanças trazem grandes progressos. Nós, moradores da viela, curiosos, com olhares atentos e vozes activas, pretendemos também procurar o progresso no Mundo que nos rodeia. Mas será que estamos verdadeiramente preparados para sair da nossa zona de conforto e aceitar a mudança? Estaremos preparados para liderar a mudança? Eis aqui uma excelente sugestão de leitura sobre gestão da mudança: simplesmente simples e rica!


"Uma fábula simples sobre ser-se bem-sucedido num mundo em constante mudança (...)
(...)A fábula conta a história de uma colónia de pinguins. Um grupo de belos pinguins imperadores vive de acordo com a tradição há muitos anos. É então que uma ave curiosa descobre que um problema potencialmente devastador ameaça o lar da sua colónia – mas, de uma forma geral, ninguém o ouve.
Esta história fala de resistência à mudança e de acções heróicas, de obstáculos aparentemente inultrapassáveis e das tácticas mais inteligentes para lidar com esses mesmo obstáculos. É uma fábula que podemos transpor sob várias formas para o que nos rodeia e que constitui uma valiosa orientação para um mundo em constante e vertiginosa mudança."

Um livro da autoria de John Kotter e Holger Rathgeber que pode ser consultado aqui.

Viva a Crise(?)... como uma oportunidade de melhorar!!!

VIVA A CRISE
Isso mesmo, assim…, sem pontuação, sem sublinhados e sem sinais, sem acordos, por mais ortográficos que sejam.

VIVA A CRISE
Só assim mesmo, um imperativo. Um imperativo de consciência.

VIVA A CRISE
Só assim mesmo, uma interrogação. Uma interrogação, de dignidade.

VIVA A CRISE
Assim sem mais, sem glosas nem variações do politicamente correcto.

VIVA A CRISE
Neste novo ano que agora se inicia. Neste 2012 com tudo por inventar. Neste 2012, ANO NACIONAL E INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE.

VIVA A CRISE
Isso mesmo, ANO NACIONAL E INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE, assim…, sem pontuação, sem sublinhados e sem sinais, sem acordos, por mais ortográficos que sejam.

VIVA A CRISE
Neste 2012, o ano de recriar a aritmética do tempo novo e do Novo Tempo. Tempo de DIVIDIR para MULTIRPLICAR e de ADICIONAR sem SUBTRAIR nada a ninguém.

Se assim for,
VIVA A CRISE, vivamos a CRISE, neste imperativo de consciência, que mudará a história na medida em que as nossas consciências se mudarem, na medida em que formos capazes de entender que se não vivermos a vida, seremos vividos por ela e eu, não quero, não tenho tempo, tenho mais que fazer…

Há mais apressados por aí?
Então vamos a isso, vamos juntos, vamos todos, vamos pegar nisto, vamos pegar em nós e fazer a revolução. Pode ser?
Vamos mandar os senhores do tempo, os senhores da política do partidarismo bacoco, da economia que faz de nós carne para canhão, da finança que só sabe entender a linguagem da especulação criminosa, vamos mandá-los à mera… isso mesmo, à mera consideração das suas ideias.
Este tempo é o nosso de inventar a matemática da SOLIDARIEDADE. Este tempo é o nosso de dar a volta a isto. Não podemos parar os comboios, não podemos parar os aviões, não temos sucatas para negociar, nem robalos, nem alheiras, nem títulos de participação, nem sub-primes, nem primos nem primas… a que nos agarrar… mas temo-nos a nós, inteiros, vivos, com esta raiva que nos corre nas veias e que ninguém tem o direito de manipular ou de se “assenhorar”.

Não temos nada, mas temo-nos a nós! Por isso, senhores, temam-nos a nós!

  • Somos mais que números a contar no final das vossas manifestações.
  • Somos mais do que gente para mandar gritar na rua, mas depois de enrolarmos as bandeiras… não temos onde as meter…
  • Somos mais do que pagadores das asneiras que nos fizeram e que nos fizeram fazer.
  • Somos mais do que exercícios contabilísticos de ignomínia e discórdia.
  • Somos MAIS, muito mais… somos muitos mais, por isso temam-nos a nós que nos temos a nós.
E não estamos de férias como os nossos parlamentares, de todos os partidos, que foram para casa mais cedo. Não estamos de férias, não temos férias nem subsídios, nem feriados, nem dinheiro, mas temo-nos a nós; por isso temam-nos a nós.

Nós, sem vós e sem voz daremos a volta a isto. A revolução está na rua! Em tantas iniciativas que um pouco por todo o lado estar a ver gente a dar a mão a gente para que cada vez mais gente seja gente e para que nunca ninguém perca a dignidade de ser pessoa.

Nós estamos aqui. Não estamos de férias. Estamos na luta, na exclamação e na interrogação. Na indignação pelo direito à dignidade.

VIVA A CRISE, VIVAMOS A CRISE

Frei Fernando Ventura

Li e achei interessante de partilhar. citando Henry Ford
"O fracasso é a oportunidade de começar de novo inteligentemente."

Um Bom ano 2012 a todos Vielenses !!!!!

Alto do Minho


Um documentário a não perder em 2012, e que certamente será do agrado de todos os moradores desta viela. Agora esperemos que este filme-documentário, ao contrário do outro, estreie pelos cinemas ou salas públicas nacionais.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Piratas da Viela # 2

Há lugares fantásticos fora da porta! E mais não digo...

Levada do rio Neiva em Barroselas com o olhar atento da azenha.
Fotografia da autoria do conterrâneo Adão Chaves.