quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Perguntas a 2012...

Boa noite meus caros,
Aqui fica o link  com propostas de respostas a  muitas questões que vagueiam pela mente dos portugueses mais atentos ao panorama nacional e europeu...

Como seres pensantes, que nos assumimos, não temos de aceitar tudo o que nos dizem, muito menos acreditar em tudo o que se ouve, contudo, cabe-nos a nós analisar o conteúdo e a racionalidade da informação com que somos bombardeados diariamente.

Mesmo discordando das propostas de resposta a estas perguntas, é sempre bom ouvir o que os outros nos têm dizer, tal como aqui, a nossa conduta diária deveria residir sobre esse pilar..Ou então, porque raio de razão, um ser superior a mim, me terá dado 2 ouvidos e 1 boca...Será que ouvir não é mais importante do que carregar no play da nossa Ka7???

http://aeiou.expresso.pt/100-perguntas-para-2012-grafico-animado=f698015

Grande abraço

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Terra Inocente

Pelos campos verdes e floridos,
tipicos desta estação,
uma brisa quente
aquece o meu pálido rosto.

Conforta-me a sua ternura,
o carinho com que rodeia
a minha face.
Tece em mim sensações
que outrora alguém fez sentir.

Sobre a terra castanha e quente,
cultivada e tratada,
deambulo,
desejando que o meu pensamento
fosse como a terra que piso.

Um olhar mais atento
leva-me a pensar que
poucas vezes vislumbramos
a paixão escondida
à nossa volta…

Injustos somos nós,
e não a terra que
nem sempre devolve
o fruto semeado…
Injustos porque não retribuímos
a atenção dada.

Ao fim do campo acabo de chegar,
vontade de retornar
ao início não me falta,
contudo, não desejaria ver as pisadas agrestes
que numa terra inocente deixei…
Hugo Barbosa,
in Noites sem sono

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sobre a estreia no "Viela do Hilário"


Nesta que é a minha estreia no Viela do Hilário, resolvi centrar a minha mensagem na importância de nos darmos a conhecer aos outros com vista a que também eles retribuam na mesma moeda.

Se eu me fechar e não revelar de todo que procuro "um barco" dificilmente adivinharei ou descobrirei que haverá um "tu" que procura "terra", mesmo que esse "tu" esteja mesmo ao meu lado. Do casamento de motivações nascerá, como espero no caso da minha participação neste espaço, uma bonita simbiose cultural.

Às novas pessoas a quem a minha palavra chegar e em particular aos colegas que fazem parte do Viela, faço votos que o meu contributo não vos desiluda e que, com sorte, possa acrescentar algo às vossas vidas.

Fernão Capelo Gaivota

Fernão Capelo Gaivota, publicado em 1970 por Ricardo Bach, conta-nos a história de uma andorinha que desejava voar, voar, voar..Não queria ser como as restantes andorinhas, que foram rotinando as suas vidas e fazendo, apenas e só, aquilo que não lhes ocupava muito tempo, que se enquadrava nas suas tarefas diárias; e nunca quiseram ir mais além; testar, experimentar algo novo...conhecer o desconhecido...

Aqui vos deixo um pequeno excerto de um dos melhores livros que li até hoje, curioso que o livro é mais fino que o 'mendinho', no entanto, a sua riqueza interior é comparável a uma volumosa epopeia...Já o li pelo menos 3 vezes, e cada vez que o leio pressinto que lá irei voltar...

A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais do que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar.   Para a maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer, como de resto a maior parte dos seres humanos. Porém,   para esta gaivota, o mais importante não era comer, mas sim voar, saber mais, conhecer mais ‘alto’.
      
Mais que tudo, Fernão Capelo Gaivota adorava voar. Mas, como veio a descobrir, esta maneira de pensar e de ser diferente não o fazia muito popular entre as outras aves, em especial dos 'chefes do bando' que o observavam desconfiados.   Até os próprios pais se sentiam desanimados ao verem que Fernão passava os dias sozinho, a experimentar, a cogitar, fazendo centenas de voos. 




sábado, 14 de janeiro de 2012

O idoso e o legado

Qual a razão para uma criança merecer tudo e um idoso pouco ou nada merecer? Onde está a razão quando se manifesta repúdio por uma criança ser deixada no orfanato e, ao mesmo tempo, aplauso por um idoso ser deixado num lar? Se os pais sentem os filhos como se fossem parte de si, por que razão os filhos não sentem que os pais também são parte deles?

Por um filho os pais fazem tudo, e um filho pelos pais pouco ou nada faz!


Artigo Jornal Sol: Pelo menos 15.596 idosos a viver sozinhos ou isolados

Homens do Conhecimento...

Sentado à beira-mar, reflectindo sobre aquilo que nos vamos tornando ao longo da vida, e sobre aquilo que aprendemos, diariamente, seja com os nossos erros ou visualizando os dos outros, lembrei-me das primeiras páginas de Nietzsche, in Genealogia da Moral, que gostaria de partilhar convosco...

Assim está escrito:

Desconhecemo-nos. Nós, homens do conhecimento, desconhecemo-nos a nós próprios. Há um bom fundamento para que assim seja. Nunca nos procurámos..., como poderia então acontecer que, um belo dia, nos encontrássemos? Com razão se disse: 'Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração'. O nosso tesouro fica onde estão as colmeias do nosso conhecimento. É para elas que continuamente nos encaminhamos, quais alados insectos nascidos para a recolha do mel do espírito. (...) Quanto ao resto da vida, quanto ás chamadas vivências...qual de nós dispõe ainda de seriedade suficiente para tanto? Ou de tempo suficiente? (...)

Num tempo que urge de conhecimento, pensamento, valores e bom senso, não adicionemos à lista ignorância, indiferença e apatia analítica.