sábado, 3 de dezembro de 2011

Meu Minho


Não sei muito bem qual a vossa ideia em relação a isto, e ainda menos em relação a convidarem-me para aqui escrevinhar. Coisa boa não deve ser com certeza.

Mas já que aqui estou, olhem, vou começar com uma citação sobre os lígures, um povo muito simpático do Noroeste da Itália (e que podia muito bem ser aplicado a outro povo, de outro Noroeste, dessa bela província do Minho donde todos estes inauditos companheiros provêm).

Os lígures são de duas categorias: os que estão presos à sua terra como lapas à rocha que não é possível arrancar; e os que têm por casa o mundo e, onde estão, encontram-se como na própria casa. Mas também os segundos, e eu sou dos segundos (...), voltam regularmente a casa e não estão menos presos à sua terra que os primeiros.
Excerto de uma entrevista feita em 1960 a Italo Calvino, reproduzido em Italo Calvino – Um Roteiro, Editorial Teorema, 1996

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E assim se vai caminhando..

Caríssimos,
É com enorme prazer que caminho as primeiras palavras nesta Viela.
Que as minhas e as vossas palavras ecoem lá ao longe.
Que a luz do candeeiro de petróleo ilumine as nossas conversas e não nos deixe tropeçar na calçada.
O caminho é longo e difícil mas convosco se apraz!

Bem hajam,
Aquele abraço
www.sabado.pt

A tolerância com a diversidade cultural é um imperativo. Já a tolerância com a violação da dignidade Humana, é um crime hediondo!

Sorte no sorteio do Euro 2012?




Dentro de momentos o sorteio que há algum tempo pensávamos não fazer parte!

Caso ficássemos de fora, seriamos a única ”grande selecção” nessa condição. Leram bem? “Grande selecção”!!! Caros amigos: Não precisamos de sorte de sorteio, mas sorte nos jogos do Europeu de 2012.
Para juntar um pouco de ironia, sugerimos o seguinte:
Portugal, Grécia, Itália e Irlanda no mesmo "pote"...

Post em homenagem ao Gilberto Madaíl, Carlos Queiroz, Bosingwa e Ricardo Carvalho.

Valença do Minho e o 1º de dezembro

Falar da simbologia dos feriados aos meus novos é um dever das escolas e ao mesmo tempo das famílias uma vez que a estas compete educar e participar no seu processo de aprendizagem. Se é verdade que hoje são poucos aqueles que sabem o significado de alguns feriados nacionais, a responsabilidade, para além de poder ser atribuída a terceiros, deve ser imputada ao próprio por este não ter tido a curiosidade e a atitude cívica de adquirir os respectivos conhecimentos.
Ontem, dia 1 de dezembro, celebrou-se a Restauração da Independência que ocorreu depois de 60 anos de domínio filipino. Face a isto, nada melhor que passar a mensagem sobre a Soberania, a Nação e a Identidade Nacional através de uma ida ao Forte de Valença do Minho, maior fortaleza do Alto Minho.
Vivendo-se o período de reconquista cristã e não tendo os limites e as ambições estabilizado entre as coroas de Portugal e Castela, foi construído no século XII/XIII o Forte de Valença do Minho como elemento de defesa e de soberania do reino de Portugal.
Em virtude da Restauração da Independência, este forte de Valença, enquanto peça importante no xadrez luso, foi profundamente remodelado no século XVII para servir durante 28 anos as linhas defensivas das zonas raianas do Reino de Portugal face ao Reino de Espanha.
Com uma impressionante fortificação abaluartada, de patamares sobrepostos para melhor aproveitar as condições topográficas do local, este projecto grandioso assumiu-se como uma obra de propaganda e de ameaça face a Espanha. A localização privilegiada do rio Minho e as características do terreno possibilitaram a construção de uma das mais significativas realizações militares da História de Portugal.
Muitas coisas poderiam ser ditas sobre a fortaleza, sobre a fronteira natural, rio Minho, ou até o interesse em Tui em vários momentos da história. Mas independentemente das investidas, das fronteiras políticas e até do contrabando, o certo é que Valença e Tuí estão cada vez mais próximos, partilhando e cooperando em diversos domínios como, por exemplo, na saúde. Hoje, sabemos que é mais aquilo que os une do que aquilo que os separa.
Que o saudável aparato em torno da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade exista na mesma medida com a recém candidatura da Fortaleza de Valença a Património Material da Humanidade. Em paralelo ao melhoramento do edificado que haja uma forte preocupação com o tipo e com a qualidade de comércio dentro da fortaleza!
Embora para muitos seja um tabu, de referir o forte contributo da grande empreitada em 1940 para a recuperação de uma parte significativa do património português!
E assim, à semelhança de D. Pedro II em 1668, assinemos o Tratado de Paz para o fim deste simplório post.

Por a esperança ser um dever!

Nos tempos difíceis que correm, em virtude da crise económica e financeira, a descoberta dos pescadores de Caxinas, que estavam desaparecidos desde a passada terça feira, alegra-nos e deixa-nos uma mensagem de esperança! Por muitas circunstâncias difíceis em que nos encontremos, não desanimemos e não baixemos os braços. Na verdade, haverá sempre alguém em situações mais problemáticas do que as nossas e, no entanto, com mais força de viver!
Fotografia publicada no dn.pt, Lusa, 02-12-11

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Momentos assim...


Sendo ouvir  música umas das mais belas sensações que nos assiste, a Viela de Hilário deixa-vos um momento musical apaixonante....